Tarsila, a Brasileira

“Quero ser a pintora do meu país.” Tarsila do Amaral
No último final de semana, tive a honra de prestigiar o musical “Tarsila, a Brasileira”. José Possi Neto e Anna Toledo trouxeram para BH uma belíssima montagem que homenageia uma das maiores artistas do país, nossa querida Tarsila do Amaral. Meu coração ainda está quentinho de tanta felicidade em saber que a arte está viva e pulsante fazendo o seu trabalho de ensinar, entreter e informar.

Ver o Palácio das Artes lotado só me fez entender que a arte e a cultura têm desempenhado belissimamente o seu papel.
De acordo com as peças de divulgação do evento, “com texto e letra de Anna Toledo e José Possi Neto, que também assina a encenação e a direção de arte, a montagem tem Claudia Raia como protagonista, ao lado de Jarbas Homem de Melo, que interpreta Oswald de Andrade.”
Conhecer a trajetória e a vida de uma artista segue no imaginário de todas as pessoas e poder entender, através de um espetáculo, o que os livros de história da arte contam não tem preço. Fiquei encantada com o figurino, a ambientação e com todos os artistas que fizeram minha noite de domingo muito mais feliz. O elenco contava com 21 atores-cantores, o que deu mais charme e veracidade a todo o enredo.
Como brinde para quem está lendo este post vou deixar aqui uma parte da sinopse do espetáculo, retirada do site oficial:
“A história tem início em 1922, quando Tarsila, retorna de Paris para São Paulo e se aproxima do grupo modernista que transformaria a cultura brasileira.
Entre encontros artísticos, descobertas criativas e o intenso romance com Oswald de Andrade, nasce uma das fases mais revolucionárias da arte nacional.
A narrativa acompanha a vida entre São Paulo e Paris, os encontros com a vanguarda internacional, o surgimento do Movimento Antropofágico e a criação do Abaporu, obra máxima da colaboração artística entre Tarsila e Oswald. Na segunda parte, o espetáculo retrata a crise de 1929, a perda de sua fortuna, a separação de Oswald, sua viagem à União Soviética, a fase social de sua pintura e os desafios enfrentados durante o governo Vargas.
Entre perdas pessoais, reinvenções e novas paixões, Tarsila encontra na arte e na espiritualidade caminhos para ressignificar sua trajetória. O resultado é um retrato emocionante de uma mulher que atravessou transformações profundas em sua vida e no Brasil, deixando uma obra que permanece viva, atual e fundamental para compreender a cultura brasileira”.


Comemorar os 140 anos de nascimento da Tarsila só me faz seguir adiante com minha trajetória de artista plástica. Consumir sua obra é importante para sabermos retratar o que está dentro da nossa cultura e mostrar pro mundo de onde vêm nossas raízes.
E você, meu querido leitor, já conhecia a história dessa maravilhosa artista? Me conte aqui, que vou adorar saber!
Forte abraço,
Sânia Fagundes




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