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Santiago do Chile

Foto do escritor: Sânia Fagundes
Sânia Fagundes
3 de ago.
2 min de leitura

“As pessoas não fazem viagens, são as viagens que fazem as pessoas” John

Steinbech


Recebi um convite do meu sobrinho, Antônio, para conhecer o Chile, especificamente Santiago. Assim que Antônio falou o nome da cidade, imediatamente lembrei que

eu já a conhecia pelos olhos da Isabel Allende, minha autora favorita. E seria melhor ainda conhecê-la pelos meus próprios olhos.

Quando Antônio era bem pequeno, eu costumava passear com ele nas férias. Para minha surpresa, agora que cresceu, ele é quem me carrega. Por isso, nessas férias, tive a oportunidade de desbravar cada ponto de Santiago e, além disso, acabei me apaixonando perdidamente pela Cordilheira dos Andes.

Santiago é uma mistura de cimento, com metal e muito vidro, elementos que trazem graça e muita sofisticação. Cortada pelo Rio Mapocho, que com suas águas dividiu a cidade, seu centro e seus bairros, é bem extensa e tem a imponente Cordilheira como estrela principal. Ruas planas, limpas, bem espaçosas e uma vida pulsante e ativa, recheada de muitos turistas que querem ter a experiência de conhecer a neve e desvendar os segredos das montanhas.

Carros luxuosos, devido as irrisórias taxas de importação e o comércio é aberto

ao mundo e ao consumo, com ofertas tentadoras. Vocês não podem imaginar o malabarismo que foi voltar sem excesso de peso na mala.

Passeei muito, fui a uma vinícola, andei de teleférico e funicular, desfrutei da culinária local, observei cada detalhe das construções e me encantei com o Sky Costanera - que é um shopping imenso que oferece uma vista de 360 graus de Santiago. Escutei histórias e observei os hábitos das pessoas, mas a real cereja do bolo é a Cordilheira dos Andes.

Tive a sorte de desfrutá-la em dois dias de passeio e com muita neve.

Me senti tão pequena e frágil diante de tanta grandiosidade espontânea. É um

verdadeiro santuário natural que pede calma e muita atenção na hora de conhecê-la: desde de roupas adequadas até cuidado aonde você vai pisar. Brincava com o meu sobrinho que toda noite eu pedia permissão a Deus para subir a cordilheira e sabedoria para estar aberta aos seus ensinamentos.

Nascer perto de uma cordilheira, como é o caso da Isabel Allende, deve ser muito inspirador. Lá a natureza é bem mais profunda do que o ser humano e isso me encantou

demais. O que somos de nós sem Deus? Voltei inebriada de tantas experiências avassaladoras e com fôlego redobrado para lutar pelo meu ofício de escritora, se assim for a vontade de Deus. Vamos juntos seguir com posts e histórias. Não me canso de agradecer a companhia de vocês, meus queridos leitores. É uma alegria poder voltar das férias sabendo que tenho histórias para contar!

E vocês, o que fizeram nas férias? Quais lugares têm vontade de conhecer? Me conte aqui, que vou adorar saber!


Forte abraço,

Sânia Fagundes

 
 
 

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