Ziraldo: meu conselheiro!
- Sânia Fagundes

- 8 de abr. de 2024
- 2 min de leitura
"Eu sei o que quero ser quando crescer.
Você sabe o que vai ser quando crescer?
Enquanto você pensa, eu digo o que quero ser quando eu crescer.
Quando eu crescer, quero deixar de ser ignorante para ser inteligente.
E você, pensou, já sabe o que vai ser quando crescer?"
Ziraldo

Quando eu estava no primeiro período da faculdade de letras, eu tinha uma dúvida que me tirava o sono: queria saber se estava no caminho certo. Eu tinha medo de, ao continuar o curso, parar de desenhar. Os desenhos ficavam acumulados dentro de mim, mas eu também precisava me dedicar às palavras. Na época, eu não tinha noção de que eu poderia fazer as duas coisas. Eu era nova e inexperiente e não sabia como conciliar as carreiras.

Foi então que tive uma ideia muito ousada: mandei uma carta para o Ziraldo. Escrevi sobre a minha angústia sem a pretensão de que ele fosse responder. Hoje vejo que era mais um desabafo, mas ainda assim eu buscava uma orientação. Vocês não imaginam qual foi minha surpresa quando ele respondeu!
Foi uma alegria sem fim! Na carta, escrita a mão, lia-se:
"Prezada Sânia,
Leia tudo, leia muito! Com o tempo, você vai achar um jeito de empregar suas duas paixões.
Cordialmente,
Ziraldo"
Aquilo me deu forças para seguir em frente até me formar. Inconscientemente, também me deu forças para, anos depois, fazer meu segundo curso de Artes Visuais. Aquilo também despertou em mim um lado de leitora voraz, que eu carrego comigo até hoje.
Ziraldo foi um artista completo. Escreveu, ilustrou, tem uma vasta obra espalhada por diversas mídias. Em sua carreira, ele juntou palavras e desenhos com perfeição. Criou um estilo próprio inconfundível e personagens inesquecíveis.

Minha obra favorita é "Uma Professora Muito Maluquinha", pois é uma professora leve, cativante e determinada, como todos queríamos ser.
Ziraldo cativou o Brasil inteiro ao longo de lindos anos de produtividade.
E você? Qual é o seu personagem favorito do Ziraldo? Me conte, que vou adorar saber!
Forte abraço,
Sânia Fagundes







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