Renoir na Casa Fiat de Cultura
- Sânia Fagundes

- 30 de mar.
- 2 min de leitura
"Por que a arte não deveria ser bonita? Existem coisas desagradáveis suficientes no mundo". Pierre- Auguste Renoir
No último final de semana tive a sorte de ver ao vivo e a cores algumas obras de Pierre- Auguste Renoir. Não fui para São Paulo e nem estava no Masp. Foi aqui em BH mesmo, na Casa Fiat de Cultura.

Para comemorar os 50 anos da Fiat e os 20 anos da Casa Fiat de Cultura, nós mineiros teremos a sorte de poder presenciar 12 obras do artista que foram emprestadas pelo Masp. Este intercâmbio foi a cereja do bolo dessa comemoração. Fiquei imaginando o carinho e cuidado que os funcionários tiveram ao trazer essas preciosidades para pertinho de nossas montanhas. Fenomenal!

Renoir é um dos principais nomes da primeira geração de impressionistas franceses. Seu traço modernista se deve ao fato de ser um dos maiores adeptos das técnicas surgidas no século 19. E que técnicas! Fiquei impressionada. Ele trabalhava com os tubos de tintas portáteis que foram uma invenção associada à pintura de paisagens. Conseguia transmitir alegria, vigor e fluidez, o que nos faz querer ficar horas diante de suas obras.
A escultura da Vênus, que é um conjunto de três estátuas, veio só, uma vez que as outras duas ficaram no Masp. Mas a grandiosidade do trabalho é tão encantadora que essa separação não compromete em nada as percepções da obra. Fiquei inebriada com a escultura e com tamanha vivacidade. É como se o monumento estivesse vivo. Já “Rosa e Azul”, que é um dos quadros mais emblemáticos dele, com duas meninas de mãos dadas, veio só através de projeção, uma vez que ela não sai do Masp por sua conservação e sua real importância.
O quadro que mais gostei foi “Menina com as espigas”, de 1841, um óleo sobre tela de 65 x 54 cm. Me encantei com a vivacidade do vermelho na tela. Fiquei imaginando quantas camadas, e mais camadas de tinta tem ali, e como o pigmento segue intacto e vibrante até hoje. A expressão é muito delicada e o olhar é de uma suavidade enorme, sem contar o cenário, que dá vontade de visitar. Amei!

Muitas pessoas me perguntam o que é preciso para fazer um bom quadro. Só pincel, tinta e tela? Minha resposta é não. Além dos materiais e de conhecer em profundidade todas as técnicas, é preciso ousadia, calma e perseverança. Além de camadas e mais camadas de estudo da vida e das obras dos grandes mestres. Daí a necessidade de conhecer ao máximo todas as obras que cruzarem em seu caminho e não deixar nenhuma oportunidade passar.
Sigo por aqui aproveitando a vida cultural de Belo Horizonte, que está cada dia mais intensa. Não posso deixar de parabenizar a Fiat, a Casa Fiat de Cultura e o Masp pela ponte incrível. A exposição fica até 10 de maio de 2026 e vale muito a visita.
E você, já viu as obras de Renoir ao vivo e a cores? Me conte aqui, que vou adorar saber.
Forte abraço,
Sânia Fagundes






















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