Meus sketchbooks: soltando as ideias!
- Sânia Fagundes

- 3 de jun. de 2024
- 2 min de leitura
"Que a inspiração chegue não depende de mim. A única coisa que posso fazer é garantir que ela me encontre trabalhando." Pablo Picasso
Pra quem não conhece, chamamos de sketchbook o caderno de desenhos. É um lugar seguro para o artista desenvolver suas ideias em andamento. Nele podemos soltar o traço, a linha e a imaginação. Uma coisa muito legal do sketchbook é o registro cronológico da sua trajetória. Quando vejo meus cadernos antigos, percebo minha evolução! Tenho muito orgulho dos meus sketchbooks!

A importância do sketchbook é tanta que o próprio Leonardo Da Vinci deixou mais cadernos do que quadros. E hoje temos acesso a grande parte da sua obra através dos seus sketchbooks.
Uma vez vi o Davi Calil, um artista que eu admiro muito, falar que dentro da gente tem, aproximadamente, 10 mil desenhos feios que precisam sair. Tomei pra mim essa frase e comecei a apreciar os meus trabalhos que não saem exatamente como eu gostaria. No início eu rasgava muitos desenhos por não gostar do resultado. Hoje eu me arrependo, pois eles também faziam parte do meu processo.
Minha relação com meus cadernos depende do lugar em que eu estou. Na minha casa, deixo os cadernos maiores, mais difíceis de carregar. Neles, eu gosto de experimentar materiais mais diversos e o formato maior demanda mais tempo para ser preenchido.
Fora de casa, tenho vários modelos que carrego comigo. Tenho um específico para usar nos encontros dos Urban Sketchers. Ele é mais reforçado para receber tinta, principalmente aquarela. Tenho um que carrego na minha mochila todos os dias. Ele é mais simples, com gramatura menor, encadernado por mim. Gosto de levá-lo no meu dia-a-dia pois é mais descomplicado e barato, caso eu o perca por aí. Também tenho meu sketchbook de viagens. Nesse eu colo bilhetes, ingressos, escrevo poemas e faço diários de viagens. Sempre prezo muito pelo desenho, mas acabo utilizando mídias diversas para registrar minha passagem por lugares diferentes.
Como estou no processo de me consolidar como escritora, também tenho meu caderno de escrita, que é meu favorito. Nele, eu escrevo ideias, faço mapas mentais, registro algumas matérias de estudo, guardo algumas citações. Claro que não resisto e desenho um pouco nele também. Ainda pensando nos estudos, tenho um fichário para estudar História da Arte. Neste, eu colo várias imagens, faço algumas reflexões e, não satisfeita, ainda ilustro uma releitura das obras!
Por fim, tenho um caderno só para receitas culinárias. Além de facilitar o acesso, estou desenvolvendo receitas ilustradas, como a que fiz no zine Mãos de Vovó Laura.
Sou apaixonada por cadernos desde criança e passo horas em papelarias só pesquisando e registrando novas ideias.

Ultimamente, estou me aventurando em criar meus próprios sketchbooks, escolhendo as folhas, a gramatura, o tamanho e mandando encadernar depois. Pretendo ter a chance de fazer um curso relacionado a isso a qualquer momento!
Registrar a vida nos meus sketchbooks acaba sendo essencial para que eu me perceba no mundo com artista, escritora e professora.
E você? Tem algum caderno por aí? Me conte aqui, que vou adorar saber!
Forte abraço,
Sânia Fagundes















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