Ouro Preto: patrimônio cultural da humanidade
- Sânia Fagundes

- 30 de set. de 2024
- 2 min de leitura
"Sino de bronze
neblina em prata
ouro preto.
Yeda Prates Bernis
Ouro Preto me faz lembrar que sou mineira de alma barroca. Cidade dos sinos, das casinhas, das ladeiras, da arte viva e pulsante que encontramos em cada esquina.
Semana passada fui a Ouro Preto fazer um curso de Pintura Plein Air com a Catarina Chur e a Giselle Vargas (quem não conhece plein air, pode vir aqui que eu explico tudinho!).

Eu me senti uma universitária correndo atrás do meu conhecimento e tentando, a todo custo, lapidar a minha arte. A atmosfera da cidade provocou em mim uma imersão na história: era como se eu estivesse de mãos dadas com várias figuras importantes da arte que já passaram por ali.
Ir a Ouro Preto é como fazer uma viagem internacional, mesmo sendo aqui pertinho de Belo Horizonte. São pessoas do mundo inteiro que vem conhecer a cidade colonial, que foi fundada em 1698. O grande charme de Ouro Preto é a mistura da arquitetura com a história. Suas ladeiras têm uma magia colorida, com construções antigas e um ar bucólico. Os edifícios são casarões antigos cheios de janelas de madeira com grades cheias de ornamentos. Seus interiores são cobertos de dourado, que nos remete à época da corrida do ouro. Além disso, diversos acabamentos em pedra e madeira, esculpidos pelas mãos de exímios artistas. O mobiliário normalmente é sofisticado, elegante e muito antigo. As louças e decorações trazem um ar barroco que faz parecer que estamos dentro de um livro de história. A vontade é de virar cada página desse livro com muita calma, escutando as badaladas dos sinos das igrejas.
Além de respirar toda essa cultura, ainda desenhei bastante! Usei todos os fundamentos do desenho para fazer meus humildes registros: grafite, aquarela e materiais diversos para mostrar a beleza da cidade através da minha obra. Desenhar ao ar livre é um imenso desafio, pois você precisa focar no seu trabalho e esquecer todo o entorno. Com a ajuda da minha cadeira portátil, fiquei mais confortável para soltar meus desenhos e analisar os cenários por diversos ângulos. Mesmo depois de retornar, continuo produzindo algumas peças, pois sinto que minha alma ainda está em Ouro Preto.
E quero voltar! Três dias foram muito pouco. Como artista, me senti honrada em poder registrar um patrimônio cultural tão importante!
E você, já foi a Ouro Preto? Tem saudades de lá como eu?
Me conta aqui, que vou adorar saber.
Forte abraço,
Sânia Fagundes

























































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