O processo de criação de “Mãos de Vovó Laura"
- Sânia Fagundes

- 18 de ago. de 2022
- 3 min de leitura
“A mente criativa brinca com os objetos que ama.” Carl Jung
Depois de ler vários livros de culinária e de me apaixonar por alguns, pensei que poderia, de alguma maneira, contribuir com um pouco do que eu sei sobre o assunto. De mansinho a ideia foi brotando. Cozinho desde bem pequenina. Gosto de saborear os quitutes e ficar em silêncio adivinhando o que tem dentro. Mineira que sou, não fico sem um biscoito, muito menos sem um om pedaço de bolo. Ando bem longe só para experimentar um docinho e
descobrir se tem algum segredo.
Paralelamente a isso, no dia 12 de junho, tive a ousadia de levar a minha primeira publicação para Praça da Liberdade e gritar para o mundo que eu sou uma escritora. Foi surreal! Fiquei na frente do CCBB junto com muitas mulheres que escrevem. Tiramos uma foto legendária e, nesse dia, me tornei uma Escriba de Minas! Começamos com um grupo muito empolgado de mulheres que tem um amor profundo e verdadeiro pela arte de escrever. Finalmente estou me percebendo nesse mundo. E, no próximo domingo, vamos todas nos encontrar na nossa Primeira Feira de Livro para vendermos as nossas publicações. Felizes são os caminhos da escrita!

Quando a Cris Rodrigues falou sobre a feira tive certeza que eu ia precisar de um reforço. Só o Sr. Coelho seria pouco. Então, conversando com a minha mentora Rebeca Prado, decidimos fazer uma fanzine muito inventiva para abrilhantar minhas publicações. Eu tinha fé que ia dar certo e sabia que o tempo era curtíssimo!

Primeiro comecei com a parte escrita e com o formato da publicação. Esta fanzine é tão linda que parece um origami e ajuda a pensar. O tema remete ao que eu disse no início desse texto: adoro cozinhar e vejo isso como uma forma de demonstrar afeto. Separei as receitas que já conheço a fundo tendo minha avó materna, Dona Laura, como inspiração. Já que era para dividir segredos familiares tinha que ser feito com maestria e muita criatividade. Selecionei muitas receitas mas resolvemos publicar só quatro, uma vez que eu queria incluir alguns textos relacionados ao tema, como se fosse uma conversa em volta do fogão. Minimalista e muito aconchegante. Imprimi a “boneca”, que é a parte escrita com os possíveis espaços para as ilustrações, como um teste. Este papel impresso já estava no formato real da fanzine. Fiz os esboços dos desenhos de lápis de escrever mesmo e numerei as ilustrações.
Fotografei e mandei para a Rebeca, para discutirmos. Depois da aprovação dela, parti para fazer as ilustrações em um papel com uma gramatura melhor. Escolhemos fazer na técnica mista, que é a que eu mais domino e o tempo estava curto para fazer experimentações. Sou encantada pela versatilidade das canetas esferográficas misturadas com lápis de cor. Depois dos desenhos finalizados e aprovados, ficou pronto o protótipo. Este já imprimi colorido para ter uma noção real do trabalho quase pronto.
Nesta fase leio o trabalho inúmeras vezes. Confiro tanto os desenhos quanto a gramática e o layout das palavras. A paleta de cores é de fundamental importância também. Foram cores suaves e sofisticadas que lembram a Vovó Laura. A Rebeca me ajudou a finalizar no Photoshop e fui para a gráfica feliz da vida para ver o resultado final.
Vai ser uma alegria dividir o meu trabalho e apresentar minhas companheiras de escrita para todos vocês. Minha mesa está caprichadíssima com quadros, ilustrações, publicações e muito mais. Tem até uma surpresa deliciosa!
Não deixem de prestigiar o trabalho de mulheres que fomentam a cultura e a educação do nosso estado. Estou aqui contando os dias para a feira chegar!
Forte abraço,
Sânia Fagundes



















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