Dia dos pais: amor e saudade!
- Sânia Fagundes

- 11 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
“Porque jamais esquecerei, e ela me comove, vossa estimada e boa imagem paterna,
quando no mundo, uma vez por outra, me ensináveis como o homem se torna eterno” Dante Aliguieri
Este dia, para mim, é de saudades e muito aperto no peito. Desde os meus 23 anos já não tenho mais a companhia física do meu pai. Ele nos deixou depois de lutar muito pela própria saúde, devido a um problema de coração. Partiu cedo, mas teve uma vida feliz e repleta de realizações.

Eu e minhas três irmãs tivemos muita sorte. Fomos criadas por um pai amoroso, que tinha um brilho no olhar tão intenso que iluminava seja lá aonde ele estivesse. Ele era divertido, atencioso, atento aos detalhes e nos ensinou a lutar pelos nossos sonhos. Não media esforços para concretizar os nossos anseios. Teve quatro filhas, plantou muitas árvores e deixou muitos amigos que até hoje sentem a sua falta. Era um padrinho amável e um tio
muito querido.
Antônio Fagundes foi bancário, trabalhou no Banco Mercantil, como muitas pessoas da cidade dele. Natural de Dores do Indaiá sempre estava com um sorriso no rosto e uma piada na boca. Ele sabia que precisava viver intensamente, pois apesar de tanto amor tinha um coração que necessitava de cuidados diários. Gostava de uma cervejinha, jogava sinuca e amava ir para a fazenda.
Era uma pessoa que fazia acontecer. Levantava cedo e conseguiu realizar seus projetos pessoais. Gostava de ajudar e arrumou emprego para muitas pessoas. Quando jovem, ganhou um concurso de fotografia. Naquela época, uma foto era artigo de luxo. Foi convidado para ser fotografo profissional, mas com tantas filhas não teve coragem de largar o emprego no banco. Pegou o prêmio, que era composto de filmes fotográficos já com a revelação inclusa, e saiu pela sua cidade natal tirando foto das pessoas e dando o resultado de presente. Quanta alegria para uma cidade tão pequena!

Tinha um sorriso com uma covinha charmosa e encantava as pessoas por onde andava. E quando estava de terno, então! Arrancava suspiros! Eu tinha orgulho de passear com ele e percebia o fascínio que ele despertava. Me ensinou a dirigir, cozinhávamos juntos e sempre achava talento nas minhas ideias malucas. Ia me buscar na natação e me esperava com um prato de sopa quente. Era bravo e só com um olhar sabia colocar limites nas minhas crises
de adolescência. Conversava de uma maneira severa e doce ao mesmo tempo, me ensinando algumas questões da vida.
Tenho certeza que agora ele descansa em paz e que, se por algum segundo Deus deixar ele dar uma espiadinha aqui na terra vai sentir orgulho das filhas, dos netos e das árvores que ele deixou por aqui. Como presente, hoje temos o Gustavo, meu sobrinho que já apareceu por aqui, que herdou seu carisma e alegria. E também temos o Antônio, irmão do Gustavo, que herdou sua bondade e generosidade. Isso prova que meu pai segue vivendo entre nós!
E você, como comemorou o dia dos pais? Me conte aqui, que vou adorar
saber!
Forte abraço,
Sânia Fagundes











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